
Num dia em que se celebra a conquista da liberdade a vários níveis, parece-me relevante reflectir acerca daquela que temos hoje em dia. É impossível falar do 25 de Abril sem recorrer às personagens da nossa história que deram a vida por este direito que actualmente nos é concedido. Não chegará dizer obrigado nem outro tipo de agradecimento. Por muitas honras que entreguemos, parece-me óbvio que a única que será válida tratar-se-á da conservação desta esperança.
Apesar de constituir uma questão à qual a resposta não é esperada nem definitiva: "teremos, nós, liberdade?"
Inseridos numa sociedade onde predominam as regras e as normas sociais, é-nos difícil "pisar o risco" e testar a nossa liberdade e autonomia. Olhados de lado, comentados na rua. Tudo serve actualmente para condenar alguém que não respeite as obrigações que viver civilizadamente nos impõe.
" Vivemos num país livre. "
Frase inválida. Sempre que ligamos a televisão ou abrimos a página do jornal aparece um escândalo novo na comunicação social. Alguém que quebrou as regras do jogo, que foi diferente, que foi livre. No entanto, se compararmos as circunstâncias actuais com aquelas vividas no Estado Novo...
Publicar um livro sem a leitura prévia do Estado? Era impossível. Expressar as suas opiniões com a vizinha? A PIDE estava em todo o lado. Querer melhorar o país indo contra as políticas estatais? Era considerado crime.
Nada disto acontece hoje em dia. De facto, em parte, somos um país livre. E se o somos, é à Revolução dos Cravos que o devemos. Viva a Liberdade!
Deixo-vos com a música " E depois do Adeus", do grande Paulo de Carvalho, que sugiro que recordem:
http://www.youtube.com/watch?v=lUb8tVPVHpI











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